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Todos Proteínas Eletrólitos Metabólico Inflamação Renal
ALB
Albumina
Proteína
Referência
3,5 – 5,0 g/dL

Interpretação nutricional

  • Desnutrição leve: 3,0 – 3,5 g/dL
  • Desnutrição moderada: 2,4 – 2,9 g/dL
  • Desnutrição grave: < 2,4 g/dL

Contexto clínico

Proteína de fase aguda negativa. Em processos inflamatórios, trauma e pós-operatório os níveis caem independentemente do estado nutricional. Associar à PCR para interpretação correta. Meia-vida: 18–21 dias — marcador tardio.

PAL
Pré-albumina (Transtirretina)
Proteína
Referência
18 – 45 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Depleção leve: 10 – 17 mg/dL
  • Depleção moderada: 5 – 9 mg/dL
  • Depleção grave: < 5 mg/dL

Contexto clínico

Meia-vida curta (~2 dias): marcador sensível para monitoramento de resposta à terapia nutricional. Também cai na inflamação aguda — sempre correlacionar com PCR.

PCR
Proteína C-Reativa
Inflamação
Referência
< 5,0 mg/L (< 0,5 mg/dL)

Interpretação nutricional

  • Inflamação leve: 5 – 20 mg/L
  • Inflamação moderada: 20 – 100 mg/L
  • Inflamação grave: > 100 mg/L

Contexto clínico

Proteína de fase aguda positiva. Marcador essencial para contextualizar proteínas viscerais (albumina, pré-albumina). PCR elevada + albumina baixa não significa necessariamente desnutrição isolada. Usar o índice de prognóstico inflamatório e nutricional (PINI) quando disponível.

TRF
Transferrina
Proteína
Referência
200 – 360 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Depleção leve: 150 – 200 mg/dL
  • Depleção moderada: 100 – 149 mg/dL
  • Depleção grave: < 100 mg/dL

Contexto clínico

Meia-vida: ~8 dias. Também reage à inflamação aguda. Interfere com deficiência de ferro (eleva transferrina) e doença hepática (reduz síntese). Interpretar com cautela em pacientes renais.

CR
Creatinina
Renal / Muscular
Referência
0,7 – 1,2 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Elevada — Insuficiência renal: acima do limite superior
  • Baixa — Sarcopenia / Caquexia: abaixo do limite inferior

Contexto clínico

No contexto nutricional, creatinina baixa pode refletir perda de massa muscular. Índice de creatinina urinária em 24h (ICU) é um indicador indireto da massa muscular total. Calcular: ICU (mg/kg) = creatinina urinária 24h (mg) / peso ideal.

UR
Ureia / BUN
Renal / Proteico
Referência
10 – 45 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Elevada — hipercatabolismo / IRA: acima de 45 mg/dL
  • Muito elevada — DRC / dieta hipoproteica insuficiente: acima de 100 mg/dL
  • Baixa — ingestão proteica insuficiente / hepatopatia: abaixo de 10 mg/dL

Contexto clínico

BUN (Blood Urea Nitrogen) = ureia / 2,14. Ureia elevada em pacientes em TNE pode indicar oferta proteica excessiva ou hipercatabolismo. Monitorar com nitrogênio uréico urinário (NUU) para balanço nitrogenado.

Na
Sódio
Eletrólito
Referência
136 – 145 mEq/L

Interpretação nutricional

  • Hiponatremia grave: < 125 mEq/L
  • Hiponatremia leve-moderada: 125 – 135 mEq/L
  • Hipernatremia: > 145 mEq/L

Contexto clínico

Hiponatremia hipotônica é comum em pacientes com TNE hipotônica ou com restrição hídrica insuficiente. Hipernatremia pode indicar desidratação. Sempre correlacionar com osmolaridade plasmática e estado hídrico.

K
Potássio
Eletrólito
Referência
3,5 – 5,0 mEq/L

Interpretação nutricional

  • Hipocalemia: < 3,5 mEq/L
  • Hipercalemia: > 5,5 mEq/L

Contexto clínico

Essencial no monitoramento da síndrome de realimentação. Hipocalemia grave (<2,5 mEq/L) exige correção antes de avançar a dieta. Em DRC, hipercalemia é uma das principais limitações de oferta proteica e requer dieta restrita em potássio.

P
Fósforo
Eletrólito
Referência
2,5 – 4,5 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Hipofosfatemia grave: < 1,0 mg/dL
  • Hipofosfatemia moderada: 1,0 – 2,4 mg/dL
  • Hiperfosfatemia — DRC: > 5,5 mg/dL

Contexto clínico

Marcador crítico na síndrome de realimentação. Hipofosfatemia grave pode causar insuficiência respiratória, cardíaca e hemólise. Em hemodiálise, controle do fósforo é mandatório — usar quelantes com as refeições conforme prescrição médica.

Mg
Magnésio
Eletrólito
Referência
1,7 – 2,4 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Hipomagnesemia: < 1,7 mg/dL
  • Hipermagnesemia: > 2,6 mg/dL

Contexto clínico

Frequentemente ignorado e sub-reposto em TNP. Hipomagnesemia sustenta hipocalemia refratária. Perdas aumentadas em diarreia, uso de IBP e TNE prolongada.

GLI
Glicemia
Metabólico
Referência
70 – 99 mg/dL (jejum)

Interpretação nutricional

  • Hipoglicemia: < 70 mg/dL
  • Meta em UTI (ESPEN): 140 – 180 mg/dL
  • Hiperglicemia moderada: 181 – 250 mg/dL
  • Hiperglicemia grave: > 250 mg/dL

Contexto clínico

Em pacientes em TNE/TNP, glicemia > 180 mg/dL está associada a aumento de complicações infecciosas. Meta glicêmica em UTI: 140–180 mg/dL (ESPEN 2023). Monitorar a cada 4–6h no início da terapia nutricional em diabéticos ou pacientes com resistência insulínica.

TG
Triglicerídeos
Metabólico
Referência
< 150 mg/dL

Interpretação nutricional

  • Aceitável em TNP com lipídios: < 400 mg/dL
  • Limite para continuar lipídios EV: 400 – 500 mg/dL
  • Contraindicação de lipídios EV: > 500 mg/dL

Contexto clínico

Em TNP, monitorar TG antes de iniciar e após 24–48h do início dos lipídios. Hipertrigliceridemia grave aumenta risco de pancreatite. Considerar redução da oferta ou substituição de fonte lipídica.

  1. BRASPEN. Diretriz de Terapia Nutricional Parenteral. 2021.
  2. ESPEN Guidelines on Clinical Nutrition in Critically Ill Patients. Clin Nutr. 2023. DOI
  3. Ministerio da Saúde. Manual de Terapia Nutricional na Atenção Especializada Hospitalar. 2016.
  4. Barbosa-Silva MCG, Barros AJD. Aplicabilidade da bioimpedância e parâmetros laboratoriais no diagnóstico nutricional. Rev Bras Nutr Clin. 2005.